UMA NOVA ERA PARA A GESTÃO ESTRATÉGICA DA COMUNICAÇÃO E DOS RELACIONAMENTOS CORPORATIVOS

UMA NOVA ERA PARA A GESTÃO ESTRATÉGICA DA COMUNICAÇÃO E DOS RELACIONAMENTOS CORPORATIVOS

2016 é um ano vital para a gestão estratégica de comunicação e relacionamentos corporativos.

        Os negócios globais estão se tornando ainda mais competitivos e já passamos pela terceira revolução – a tecnológica – com a internet (www) que globalizou o mundo porque mudou o conceito de distância, caracterizada pelas tecnologias de informação e pela produção automatizada. Ainda estamos aprendendo e, ao mesmo tempo estamos entrando na quarta revolução – a  industrial – que irá mudar completamente a forma como vivemos , trabalhamos e nos relacionamos.

       As organizações não possuem uma comunicação eficaz que vá de encontro à velocidade com que as coisas acontecem. Só sobreviverão as empresas que tiverem conhecimentos de marketing, logística, administração e outras áreas que tenham inovação, tecnologia digital, mobilidade, conectividade de pessoas e trabalho conjunto com máquinas de inteligência artificial.

       Essa quarta revolução provocará a perda de 5 milhões de empregos nos próximos 5 anos na principais economias mundiais, segundo o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. A perda desse enorme número de postos de trabalho se dá por causa da automação, da nanotecnologia (nano-robôs), da impressão 3D substituindo os inventários, do grande impacto na cadeia de suprimentos, dos robôs manejando materiais de estoque e outras coisas que estão surgindo.

        Assim sendo, se não houver uma excelente estratégia de comunicação e relacionamento corporativo de tal modo afinada com todos os stakeholders tais como: acionistas, investidores, empregados, fornecedores, sindicatos, associações patronais e profissionais, ONG´s, comunidades, associações de vizinhos da empresa, governos em todas as esferas, concorrentes, consumidores, além da transparência dos negócios e preocupação com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, a empresa estará seriamente comprometida e a comunicação corporativa deixará de existir. As implicações são imensas: governança global, equilíbrio de poder entre estados-nação. Os problemas de milhões de refugiados exigem uma nova geoestratégia.

        A Quarta Revolução diferencia-se na velocidade, na dimensão e nos impactos nos sistemas, transformando-os por inteiro na produção, na gestão, na governança e na nova forma de comunicação e relacionamentos.

         2016 será um ano marcante. Os negócios globais tornaram-se mais competitivos evidenciando-se o conhecimento das tecnologias de informação, dos estímulos à inovação, à participação efetiva no crescimento sustentável, à educação fundamental e à continuada, à responsabilidade social e à busca pela internacionalização dos serviços e de gestão de riscos.

          Fatos globais mostram claramente os desafios para as próximas décadas. Existe muita turbulência política devido à desordem mundial e lideranças desacreditadas pela população. Com todo o conhecimento adquirido pela Humanidade, crianças morrem de fome, de diarréia ou de bala perdida. Ainda há um sem número de crianças analfabetas. Há mais divergência do que convergência.

         Mudanças geoeconômicas estão mais aceleradas. A Ásia está em estado ascendente. A economia está caminhando para o leste do mundo.

         As indústrias automotivas, de defesa e aeroespacial lutam ferrenhamente para criar novos produtos, para conquistar novos mercados, mas o setor de energia ficará prejudicado pois haverá um consumo muito maior do que a demanda. Serviços de saúde, equipamentos de TI, metais e mineração, varejo, telecomunicações permanecerão de olhos bem abertos quanto às turbulências do mercado.

        O que está em foco em 2016:

* Indústria do turismo;

* Indústrias de shows e eventos culturais;

* Indústria de ensino que virou um negócio rentável para os acionistas;

* Serviços de TI em Clouds;

* Serviços de próteses para todos os tipos de deficiências.

        Em síntese, tanto o Marketing de Relacionamento e as Relações Públicas, embora o campo seja minado, com crises e conflitos, desencontros, interpretações mal compreendidas, 2016 se transforma em campo gerador de muito emprego e trabalho porque as negociações serão infindáveis, pois o mundo está global  mas as tratativas são locais e assim, a cooperação internacional vai sofrer em muitas questões com o fortalecimento do nacionalismo.

          Nesses cenários contemporâneos, com mídias digitais e seus impactos e possibilidades para todas as áreas em questões de relacionamento com stakeholders, o empreendedorismo como opção de carreira, a gestão integrada multicanal da Comunicação Corporativa, observou-se nessas ultimas duas décadas o surgimento de novo profissional que não é mais um especialista funcional e sim, aquele com habilidades e competências para gerir áreas de comunicação global para atuar como consultor especializado nesses assuntos ou para ser capaz de estruturar seu próprio negócio.